160 anos de Úrsula – em 1975, alguém tinha que datilografar o romance

Memorial [Entrevista] – Raimundo Fontenele

Em 2019, o livro Úrsula (1859) completa 160 anos! Esse romance ficou esquecido por quase um século, até que Nascimento Morais Filho resgatou sua história dos porões da biblioteca pública Benedito Leite, em São Luís. *

Há uma década, tínhamos apenas seis edições da obra Úrsula: 1859, 1975, 1988, 2004, 2008 e 2009. Seguiram esgotadas até que BOOM! Hoje são vinte. Entre 2017 e 2018, fomos brindadas/os com quatorze novas edições.

Para comemorar o aniversário do primeiro romance brasileiro antiescravista e saudar essa pioneira das letras femininas, o Memorial preparou uma entrevista mais que especial.

DE ENCONTROS – Navegando pela internet, pesquisando materiais e conteúdos disponíveis sobre a escritora Maria Firmina dos Reis, topei com o blog Literatura Limite, gerido por nada mais nada menos que Raimundo Fontenele, poeta que, na época em que ainda existia a nobre ocupação de datilógrafos de Olivettis, trabalhou com Nascimento Morais Filho em: Maria Firmina – fragmentos  de uma vida; e também, na 2ª edição de Úrsula.

Raimundo Fontenele é um poeta nascido em Marianópolis, à época, distrito de Pedreiras (MA). É um dos fundadores do Movimento Antroponáutica do início dos anos 70, renovador da poesia maranhense.

Em Curitiba, foi um dos fundadores e editores da revista de literatura e arte Outras Palavras, juntamente com  Paulo Leminsk e Reinoldo Atem. No Rio Grande do Sul, ganhou prêmios e publicou crítica e artigos em revistas e jornais.

Além de poeta é também cronista e revisor de grandes editoras de Porto Alegre e estreou no campo da memorialística com Crônicas do Pucumã, lançado em 2018.

Muito gentilmente, ele aceitou o convite para uma conversa conosco do Memorial e com a professora e pesquisadora Jéssica Catharine Carvalho, a quem agradecemos imensamente a colaboração.

Neste papo, Fontenele lança luz sobre as particularidades dos  modos de trabalho e dos processos tipográficos envolvidos na confecção dos livros. Elucida pontos obscuros relativos aos manuscritos de Firmina – principalmente a respeito das características do diário da escritora – e, além disso, ele nos apresenta suas impressões sobre o controle do acervo da Biblioteca Benedito Leite e delineia aspectos da vida cultural maranhense da época. Esses elementos compuseram o pano de fundo para a reedição do  romance Úrsula.

“Vim a conhecer o professor Nascimento Morais, um agitador político e cultural, figura indispensável na vida e nas rodas e saraus literários daquela época. Bom papo, alegre, espírito jovem, em determinado momento da minha vida, no segundo semestre de 1974, me procurou, já com os originais manuscritos do seu futuro livro MARIA FIRMINA: FRAGMENTOS DE UMA VIDA e me propôs ajudá-lo na datilografia daquela sua obra”

Todos os detalhes desse encontro você poderá ler na íntegra agora.

Maria Firmina: fragmentos de uma vida…

Jéssica – No trabalho com Morais Filho, de que forma foram selecionados os membros da equipe para o relançamento do romance e do livro em homenagem à trajetória da escritora?

Raimundo Fontenele – Convém esclarecer que estamos falando de um acontecimento de 43 anos atrás. Nós não podemos pensar num trabalho editorial, com estrutura de empresa, ou mesmo que São Luís tivesse alcançado algum patamar mais elevado do que a coisa provincial, pequena, com poucos recursos para a área da cultura.

Os livros eram publicados num trabalho abnegado de escritores, usando quase sempre as gráficas de jornais, no caso o Jornal do Dia (hoje Estado do Maranhão) e o Jornal do Maranhão, órgão pertencente à Arquidiocese de São Luís, com a sua Gráfica São José, e também o SIOGE, Serviço de Obras Gráficas do Estado.

Um trabalho quase artesanal, de proporções mínimas, com toda a série de dificuldades no que se refere ao interesse, mesmo do poder público, na difusão da Cultura do nosso Estado.

Então, deve-se mais às pessoas, aos indivíduos que estavam à frente do único órgão fomentador de cultura, como o Departamento de Cultura.
Depois Fundação Cultural e posteriormente Secretaria de Cultura. E as pessoas foram os seus diretores e secretários, dos quais destacamos os escritores Domingos Vieira Filho, pesquisador e folclorista; Jomar Moraes, além de escritor, um bom administrador e editor cultural, que dirigiu além do Departamento de Cultura, a Biblioteca Púbica e o SIOGE; escritora Arlete Nogueira da Cruz e a poeta Amélia Damous.

Esse foi o pano de fundo para a reedição do primeiro romance escrito por uma mulher, negra, do século XIX, de poucos recursos e que venceu todas as dificuldades e preconceitos até formar-se professora, exercer essa profissão, além de tornar-se a primeira mulher maranhense a fundar uma literatura feminina.

Jéssica – Para o desenvolvimento do livro Maria Firmina: fragmentos de uma vida, Morais Filho menciona a realização de diversas entrevistas, bem como a preocupação em confirmar as informações colhidas com mais de um entrevistado, visto a dificuldade em encontrar documentações que atestem algumas informações. Você chegou a conversar com ele sobre as metodologias utilizadas na aquisição das informações? Saberia nos dizer se há algum arquivo gravado das entrevistas?

Raimundo Fontenele – Em 1975 eu era um jovem poeta, com dois livros de poesias publicados, e fizera parte do grupo que fundou o Movimento Antroponáutica, considerado responsável pela renovação da poesia e, por extensão, da própria literatura maranhense. Desse movimento resultou a publicação da ANTOLOGIA POÉTICA DO MOVIMENTO ANTROPONÁUTICA, em 1972, editada pelo Departamento de Cultura, e impressa no SIOGE. Além de mim, fizeram parte da antologia e do movimento os poetas Chagas Val, Valdelino Cécio, Viriato Gaspar e Luís Augusto Cassas.

Dessa participação na vida cultural da cidade de São Luís, como noites de autógrafos, exposições de pintura, vim a conhecer o professor Nascimento Morais, um agitador político e cultural, figura indispensável na vida e nas rodas e saraus literários daquela época. Bom papo, alegre, espírito jovem, em determinado momento da minha vida, no segundo semestre de 1974, me procurou, já com os originais manuscritos do seu futuro livro MARIA FIRMINA: FRAGMENTOS DE UMA VIDA e me propôs ajudá-lo na datilografia daquela sua obra.

Passei a frequentar sua residência todas as tardes, onde datilografava páginas e paginas da biografia que ele escrevera, mas que tinha que ditar, pois nem sempre entendia sua caligrafia que às vezes, como nós escritores fazemos, parece-se também com letra de médico, tornando-se difícil até para nós mesmos descobrirmos o que escrevemos.

Jéssica – Como foi possível localizar os ex-alunos e os filhos adotivos de Maria Firmina dos Reis?

Raimundo Fontenele – Conforme afirmei, o professor Nascimento me procurou já com seu livro escrito e assim não participei da etapa em que ele conduziu suas pesquisas e entrevistas, com ex-alunos ou filhos de Maria Firmina.
[Raimundo Fontenele não teve acesso a nenhum material gravado porque participou no processo de construção do livro após Morais Filho finalizar essa parte de entrevistas com as/os informantes]

Úrsula…

Jéssica – Horácio de Almeida é conhecido entre nós como um dos precursores na percepção de Úrsula como importante do ponto de vista feminino, reconhecendo pouco depois da descoberta a relevância desse escrito. Ele nos informa que o único exemplar disponível, que estava sob sua tutela, foi doado ao governador do Maranhão. Há alguma notícia sobre essa edição ou outras edições originais foram encontradas por Nascimento Morais Filho?

Raimundo Fontenele – O que sei é que quando trabalhei com o professor Nascimento de Morais ele possuía um exemplar apenas da edição original, e que ao longo do trabalho procuramos atualizar alguma palavra ou termo já em desuso, por outros mais atuais, que tornasse o livro mais compreensível para os leitores da época e também do futuro.
Fomos modificando, por exemplo, palavras escritas com dois L [éles].

Jéssica – Para fazer a datilografia da edição de 1975, como foi realizado seu acesso à edição original de Úrsula?

Raimundo Fontenele – Através desse exemplar antigo que estava sob a posse do professor Nascimento de Morais.  Acho que ele havia conseguido esse exemplar na Biblioteca Pública Benedito Leite, pelo menos foi o que lembro que ele me disse, ainda durante a administração do Professor Ruben Almeida.

Memorial – Poderia esclarecer informações sobre o trabalho com o material, como foi o processo de edição desenvolvido?

Raimundo Fontenele – Não havia nada disso àquela época, uma equipe, era apenas eu e o professor Nascimento, e enquanto eu datilografava, ele se ausentava para manter contatos e conversas com Jomar Moraes e o professor Domingos Vieira Filho, também estudiosos e interessados em pesquisar a nossa literatura em todas as suas épocas e formas. Afora isso, ele tratou de conseguir o patrocínio do governo do estado e ele mesmo acompanhou e orientou a impressão do livro, fazendo ele próprio a revisão final. Tanto do romance Úrsula como da biografia Maria Firmina: Fragmentos de uma vida.

Memorial – Como se deu o processo de produção gráfica dos livros?

Raimundo Fontene – Os livros editados na gráfica São José, por exemplo, eram feitos com aquelas letrinhas e barrinhas de chumbo. Ali tinha o alfabeto todo, para escrever o livro, você tinha de pegar letra por letra e formar palavra com aqueles pedacinhos de chumbo.
Então, eles passavam a tinta, batiam e imprimiam uma folha grande de papel e depois cortavam. Um negócio tipográfico mesmo.
Aqui, não me refiro especificamente a edição de 1975 de Úrsula, mas me refiro ao processo que veio do século XIX até o século XX.
Em 1972, eu fui lá dentro da gráfica São José acompanhar a edição do meu segundo livro, Às Mãos do Dia, e era feito assim. Sobre o livro Úrsula , que eu fiz toda a datilografia, a impressão eu não acompanhei. Eu acho até que foi feita no Serviço de Obras Gráficas do Estado (SIOGE), porque não foi na gráfica São José. Eu dei a gráfica São José como um exemplo que eu conhecia por dentro, eu acho que no SIOGE já era um método mais moderno.

De qualquer forma, até 1972, ainda existia esse processo de impressão. Naquele tempo, era o próprio autor que ficava lá nos pés das máquinas. O professor Nascimento ficava no pé da máquina acompanhando e revisando tudo na hora. As pessoas que não conheceram aquele sistema talvez, hoje, tenham até dificuldade de entender, porque era um processo tão diferente, e vem mudando tão rápido.
As mudanças, antigamente, demoravam séculos para acontecerem, hoje em dia, a cada momento temos algo mais novo.

Álbum…

Memorial – Você disse que trabalhou com os manuscritos do livro de Morais Filho: em algum momento ele mostrou os originais dos manuscritos de Firmina a você? Chegaram a falar sobre isso?

Raimundo Fontenele – Veja, o diretor da biblioteca pública Benedito Leite naquela época era o Professor Ruben Almeida. Ele já estava bem velho e não atualizava o acervo. Depois que o Jomar Moraes entrou, ele modernizou a biblioteca e houve mais interesse das pessoas irem frequentar, com atividades que atraíam o público leitor. No tempo de Ruben Almeida, era só praticamente um depósito de livros. Quem frequentava eram o escritores e pesquisadores, gente que estava interessada.

Manuscritos, nós estamos falando de manuscritos. O professor Ruben Almeida tinha muitos manuscritos que ele encontrava lá e acho que ele tinha até ciúmes desses manuscritos, não queria nem que ninguém visse. É como acontece em o Nome da Rosa, em que a igreja queria proteger a sabedoria e o conhecimento, não queria que ninguém soubesse e tivesse acesso porque isso era repartir o poder.
Mas Morais Filhos tinha os manuscritos de Maria Firmina, só que ele não me deu, eu não peguei, mas vi esse material. Ele ficava com ele segurando na mão e me ditou todinho.

Memorial – “Álbum“, que seria o diário de Firmina e está no corpo da biografia que datilografou, até hoje nos intriga: alguns duvidam da autoria desse documento. Vocês chegaram a conversar sobre esse material?

Raimundo Fontenele – Duvidam? Mas não sei por quê. Esse material, que era o diário da Maria Firmina, ele tinha os manuscritos. É autêntico, é o diário dela mesmo que está na biografia, com certeza. Nós conversamos e [Morais Filho] me afirmou categoricamente que era manuscrito da Maria Firmina mesmo. Ele pesquisou muito, ele trabalhou muito nisso.

Era uma letra de mulher elegante, sei que era de mulher porque nessa distinção de homem e mulher, essas diferenças [existiam], era uma coisa real. Eu tenho setenta anos, né, então eu conheço muita coisa da antiga. Nas caligrafias antigas que a gente estudava no caderno de caligrafia para fazer a letra bonita, geralmente as letras das mulheres eram mais caprichadas, mais bonitinhas, mais redondinhas e tal. E a dos homens eram mais garranchos, mais deitadas, isso aí é uma verdade.

[O material] estava muito velho, com algumas folhas carcomidas, amarelas, acho que até com uns ruidinhos de traça nas pontas, sabe – as folhas assim bem amareladas, bem amareladas. Era folha de papel almaço cortada no meio, no sentido vertical, estreita, né. Ali que estava escrito, só de um lado, várias folhas. Ele me ditava e eu ia datilografando.

Jéssica – Você também participou da publicação do livro de poesias de Maria Firmina dos Reis, Cantos à beira-mar? Você sabe se ainda é possível ter acesso ao documento original dessa obra?

Raimundo Fontenele – Não para as duas interrogações.

Raça e insurgência…

Jéssica – Quando da edição de Úrsula, a equipe considerava importante a informação de que Maria Firmina dos Reis foi uma mulher negra? Havia algum interesse em tornar essa informação relevante para a divulgação da obra naquele período?

Raimundo Fontenele – A equipe no caso era apenas o professor Nascimento de Morais, e sim, esse assunto não só de sua negritude, mas também pelo fato de ser pobre, e de sofrer todos os preconceitos e ter que enfrentar os maiores obstáculos para tornar-se alguém, criar uma identidade que imprimisse o respeito e o reconhecimento.

É fato lembrar que na sua época a cidade de São Luís era constituída por famílias brancas, abastadas, muitos descendentes de portugueses, com todas aquelas diferenciações que se fazia nos aspectos de cor, bens, cultura, etc. O próprio professor Nascimento Morais tinha uma grande consciência social, lutava mesmo, seu livro Clamor da Hora Presente reúne poemas que se chamava à época poesia de protesto. Por isso, foi dada bastante ênfase a este aspecto da vida de sua biografada. Uma mulher que não se dobrou ao seu tempo e nem aos estigmas que ele carregava.

Memorial – Sabemos hoje que o imaginário popular construiu imagens de Firmina que se distanciam muito daquelas descritas por quem a conheceu em vida, essas imagens que nos chegaram apresentam geralmente uma mulher embranquecida e com traços que não condizem com a representação construída pelos depoentes, que afirmaram ser Firmina reconhecidamente uma mulher afro descendente. A minha pergunta é: Você teve acesso a alguma imagem ou fotografia da escritora durante seu trabalho com Nascimento Morais Filho? Se sim, em que circunstâncias isso se deu?

Raimundo Fontenele – Desde o primeiro momento do trabalho sempre tive a consciência da sua negritude, o professor Nascimento Morais tinha uma foto-gravura [provavelmente, o retrato falado confeccionado a partir de relatos dos depoentes entrevistados por Morais Filho, utilizado na confecção do busto de Maria Firmina, esculpido por Flory Gama, exposto em 1975] e também os seus relatos e isso procuramos transmitir para os leitores, quer dizer, ele no seu livro e eu mais em conversas, alguma palestra, sim, realçando esse lado de sua personalidade, a afirmação da raça negra com o mesmo valor que qualquer outra raça.

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* Entre 1967 e 1969, Horácio de Almeida/Hq comprou um lote de livros, entre os quais vinha uma pequena brochura, que despertou sua atenção. 
O Livro não trazia assinatura alguma. Consultou Tancredo [de Barros Paiva], e outros dicionários de pseudônimos e nenhum revelou quem fosse “Uma Maranhense”.
Ele foi ao índice do Dicionário [Bibliográfico Brasileiro], levantado por Estados da Federação. Percorrendo a relação dos escritores maranhenses, encontrou Maria Firmina dos Reis, que Sacramento Blake apresentava como autora do romance Úrsula.
Em 1974, Horácio de Almeida fez um trabalho para os  Anais do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes, 1973, pp.72 (“A Primeira Romancista no Brasil”), assinado por “um acadêmico”.  Cogitava de saber qual o primeiro romance escrito no Brasil por uma mulher.

Antes, em 1973, Nascimento Morais Filho divulgou sua pesquisa sobre a descoberta de Maria Firmina na antiga Agência Meridional de Notícias. A entrevista para o jornal maranhense “O Imparcial” em 11 de novembro de 1973 recebeu divulgação nos jornais nacionais (Acervo do O Imparcial – vídeo).

¨O poeta e pesquisador, relatou que, descobriu por acaso – durante uma pesquisa, a romancista maranhense Maria Firmina dos Reis, por meio de anúncios em jornais do romance Úrsula, publicado em 1859. Daí, promoveu uma reedição fac-simile em 1975 e do livro de versos Cantos à beira-mar (1976), ambos de Maria Firmina dos Reis. Segundo o autor, graças ao escritor e bibliografo Horácio de Almeida, que doou o livro ao governo do Estado do Maranhão.

  • 1988 – Sai a terceira edição do romance, com prefácio  do intelectual norte-americano Charles Martin, por ocasião das comemorações do centenário da Abolição e Escravatura.
  • N.B – Em 2017, a Academia Maranhense de Letras edita o romance Úrsula, com nota de publicação “2.ª Edição Maranhense Evocativa do centenário da morte da autora”. Segundo a AML, orientando-se “pelo texto da edição fac-similar publicada em 1975, no Rio de Janeiro, pela Gráfica Olímpica”(…).  ¨[Sugestão enviada pelo editor Wilson Martins que trabalhou na gráfica São José]

Ouça alguns trechos desta conversa

Saiba mais sobre Fontenele

Em julho de 1976 saí de São Luís e fui pra Brasília, e em seguida Curitiba, depois Balneário Camboriú e, por fim, em 1980 me mudei para Porto Alegre onde me encontro até hoje. Ao longo desses anos publiquei ao todo cerca de 18 livros, entre poesia, literatura infanto-juvenil, um livro de crônicas históricas e continuo escrevendo com mais 5 livros inéditos.

Assim, desde 1976 que, longe do Maranhão, não mais acompanhei o que foi feito, publicado, as homenagens, o busto, nada dessa época pra cá tive mais informação ou acesso, a não ser em duas ocasiões: quando fiz alguma homenagem, aliás duas, uma no dia internacional da mulher e outra como Homenageada do Mês do meu blog Literatura Limite.

Bibliografia do autor

Fontenele já publicou 18 livros, além de 5 obras de literatura infanto-juvenil distribuídas nas escolas pelo MEC. Destacamos:

  • Chegada Temporal(1970)
  • Às Mãos do Dia (1972)
  • Presença(1980)
  • Pelos Caminhos Pelos Cabelos(1982)
  • A Colheita do Mundo(1986)
  • Venenos(1994)
  • De Cara Suja(1997)
  • Marginais(2001)
  • O Troglodita(2012)
  • Via Crucis de Um Poeta Sem Nome(2014)

Links

Bibliografia de Nascimento Morais Filho

  • Clamor da Hora Presente (1955), traduzido para o francês e inglês por uma freira norte-americana.
  • Pé de Conversa (1957)
  • Azulejos (1963)
  • O que é o que é? (1971)
  • Esfinge do Azul (1972)
  • Esperando a missa do galo (1973)
  • Maria Firmina – fragmentos de um vida (1975)
  • Cancioneiro Geral do Maranhão (1976)


Participam desta entrevista:

  • Jéssica Catharine B. de Carvalho – Doutoranda em Letras, na área de Literatura, na Universidade Federal do Piauí. Tem Mestrado em Estudos Literários e Graduação em Letras – Português pela mesma instituição. Atualmente, é Professora Tutora do Centro de Educação Aberta e à Distância da Universidade Federal do Piauí (CEAD/UFPI) – participou da elaboração da entrevista.
  • Luciana Diogo – Editora do site.

2 comentários

  1. O site ta de parabéns.. belíssima homenagem a nossa Maria Firmina dos Reis, uma mulher bem além do seu tempo. Parabéns pela excelente entrevista com meu amigo Raimundo Fontenele, testemunha ocular dos originais de Maria Firmina dos Reis!!!

    PARABÉNS!!

    1. Obrigada!
      Foi uma entrevista muito prazerosa e importante. As memórias de Raimundo Fontenele nos ajudam a colocar novas peças nesse quebra-cabeça. As declarações sobre os manuscritos de Firmina são preciosas! e o Fontenele, incrível!

      Parabéns, Natan! por seu trabalho no projeto Literatura Limite, excelente!!!

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