Revista Firminas

REVISTA DO PORTAL MEMORIAL DE MARIA FIRMINA DOS REIS

Publicação seriada, eletrônica, de acesso livre e gratuito.

O número 1 da Revista Firminas está em publicação.

EQUIPE EDITORIAL

  • Editoras: Fernanda Rodrigues de Miranda – USP; Luciana Martins Diogo – USP; Marília Fernanda de Souza Correia – UFPE.

CONSELHO EDITORIAL-CIENTIFICO-TRADICIONAL: Nossas Mais Velhas [Em formação]

OBJETIVOS

A Revista Eletrônica Firminas é um projeto suplementar ao Portal Memorial de Maria Firmina dos Reis e visa privilegiar a produção de intelectuais negras das diversas regiões do país e eventualmente de contextos internacionais. A revista divulgará narrativas, crônicas, artigos, ensaios, críticas, resenhas, entrevistas, traduções, dicas de leitura, ensino, vestibular e conteúdo multimídia do site, buscando também uma identidade gráfica/visual (artes visuais); com o intuito de identificar e publicar literatura, crítica e arte com recorte e foco na escrita de mulheres negras.

Periodicidade: Semestral

Seções:

  • Editorial
  • Cartografando a Escrita de Autoras Negras – seção dedicada a discutir a produção contemporânea – literatura, crítica, pensamento social.
  • Alinhavando Mulheres em Língua Portuguesa – seção dedicada a conhecer e refletir a produção de literatura em língua portuguesa de autoras africanas, brasileiras e portuguesas no mundo, percebendo os trânsitos do português no Brasil e no mundo, por meio da escrita de mulheres negras.
  • Tramas Íntimas da Produção – seção dedicada a publicar depoimentos de intelectuais, artistas e pesquisadoras negras.
  • Capa
  • Arquivos – seção dedicada a discutir o trabalho de preservação e construção de arquivos.
  • Firminas Queer – seção dedicada à literatura Queer, que encontra em alguns poemas de Maria Firmina dos Reis um acento transgressor. Destacaremos nessa seção autorxs históricxs e contemporânexs.
  • Especial – seção dedicada a mapear e discutir os fatos marcantes do semestre.
  • Por dentro da sala de aula – seção dedicada a discutir a presença da produção intelectual de mulheres negras no Ensino Formal; a atuação prática e aplicada das/os educadoras/es negras/os nas escolas; bem como discutir a presença de obras de escritoras negras nos vestibulares.
  • Insurgências e Desafios – seção dedicada à política, temas do cotidiano, questões mais alinhadas ao feminismo negro.
  • Homenagens
  • Resenhas – seção dedicada à publicação de resenhas.
  • Traduções seção dedicada a publicar traduções e discussões referentes ao trabalho de tradução.
  • Leia Firminas – seção dedicada à publicação de Narrativas, Contos e Poesia.
    • Leia Primeiro | Inéditos Firminas – seção dedicada à publicação de textos literários inéditos e de discussões acerca do trabalho de resgate de textos inéditos de autoras falecidas.
  • Sarau… a escrita em movimento – seção multimídia que enfatiza o texto literário em suas diversas linguagens e formatos de arquivo.
  • Entrevistas – as entrevistas estarão inseridas no interior das seções.
  • Arte – a Firminas convidará ou abrirá chamadas para artitas visuais que ilustrarão cada número.

NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DE TEXTOS

A Revista Firminas – Pensamento, Estética e Escrita tem por escopo viabilizar produções deste corpo autoral presente e histórico, visando privilegiar a produção de intelectuais negras das diversas regiões do país e eventualmente de contextos internacionais. A iniciativa busca potencializar o ciberespaço como plataforma de enunciação, difusão e recepção que permita romper o silenciamento sistêmico que ainda atravessa a produção intelectual de mulheres negras, realidade que já acometia Maria Firmina dos Reis no século XIX.

Justamente por privilegiar o aporte das intelectualidades de mulheres negras, a revista eventualmente agregará também a participação de outros atores, dessa forma, nos alinhamos à perspectiva transversal do pensamento do feminismo negro, ancorado no projeto de construir mundos para todos, de refletir sociedades pluriversais, coletivas e realmente democráticas. Partindo deste horizonte epistemológico e ético, a revista preza pela presença da alteridade em seu arcabouço.

A Revista Firminas está pautada no aporte de Maria Firmina dos Reis, que publicou poesia, prosa poética, romance, contos, novelas, crônicas, enigmas e charadas; em jornais, jornais literários, revistas, almanaques e livro; atuando também como folclorista, compositora musical e escritora de diário, além de dedicar-se à pesquisa e ao ensino. A diversidade de sua produção nos inspira a pensar nosso fazer intelectual múltiplo, nem sempre centrado unicamente na academia. Reverenciamos a diversidade de saberes e texturas e valorizamos a razão encruzilhada. São bem vindas contribuições em que o registro autoral se expanda e ultrapasse o formato único. Assim, convidamos as autoras a apresentarem suas reflexões em forma de ensaio e artigo analítico, podendo ser acompanhados de exercícios poéticos e de outras naturezas. Pretendemos valorizar a complexidade de nossa face intelectual, que é (pode ser) teórica e lírica; teórica e imagética; teórica e múltipla.

Serão convidadas/aceitas autoras que queiram contribuir com a publicação de Artigos Originais, Artigos Publicados (a serem analisados), Ensaios, Entrevistas, Relatos de Experiência, Resenhas de Livros, Traduções, Textos Literários Inéditos.

Formatação para os textos:

  1. Todos os textos devem ser entregues revisados e com um pequeno resumo em que fique clara uma síntese dos propósitos, dos métodos empregados e das principais conclusões do trabalho – não ultrapassando o total de 700 caracteres (aproximadamente 120 palavras).
  2. Palavras-chave / keywords , mínimo de três e máximo de cinco palavras.
  3. Os títulos dos artigos ficam com a primeira letra em caixa alta (mantendo-se os nomes próprios e entidades que apareçam neles).
  4. Inserir, abaixo do título do texto, o nome completo do/a autor/a, acompanhado de nota de rodapé em que conste uma minibiografia, com o e-mail no final. Cada cargo ou função fica separado por ponto-e-vírgula.
  5. Os artigos devem ter entre 7 e 20 páginas  incluídos todos os seus elementos (imagens, notas, referências, tabelas etc.) Os relatos deverão ter entre 5 e 10 páginas, com todos os seus elementos incluídos (folha de rosto, imagens, notas, referências, tabelas etc.). As resenhas deverão ter no máximo 5 páginas. E devem ser encaminhados em arquivo formato DOC ou DOCx.
  6. Fonte: Calibri, tamanho 12, espaçamento entre linhas de 1,5, sem espaço entre os parágrafos. Configurações das margens em 3,0 cm superior e 2,5 cm inferior; em 2,4 cm interna e 1,7 cm externa – em papel A4.
  7. As informações bibliográficas devem aparecer no sistema autor-data, entre parênteses, em caixa alta e baixa, em meio ao texto, como no modelo: (Bourdieu, 1998, p. 37).
  8. Citações de acordo com a ABNT (NBR10520/2002).
  9. As referências completas das obras citadas devem constar no final do texto.
  10. Todas as citações em língua estrangeira devem ser traduzidas para o português. Nesses casos, colocar, após as referências, “tradução minha”, como no exemplo: (Lorde, 1984, p. 45, tradução minha).
  11. As siglas com três letras ou que não formem sílabas (tipo MEC ou INPS) ficam com caixas altas. As siglas que formam sílabas (tipo Unesco) ficam em versal/versalete, ou seja, Unesco.
  12. Notas de rodapé: devem ser ordenadas por algarismos arábicos que deverão ser sobrescritos no final do texto ao qual se refere cada nota.
  13. Caso o texto possua ilustrações (fotografias, quadrinhos ou outro tipo de imagem), essas devem ser enviadas em arquivo separado e acompanhadas da fonte e/ou dos créditos do fotógrafo. Deverão estar preferencialmente no formato JPG ou PNG e gravadas com qualidade suficiente para boa exibição na web, ficando a critério da equipe da revista o veto a imagens consideradas de baixa qualidade, ou cujo arquivo seja demasiado grande.
  14. Quadros, figuras etc. ganham corpo 11 e versal/versalete, negrito, mantendo o título dos mesmos sem negrito, como em: Quadro 1 – Conselhos nacionais. Brasil 2007.
  15. Os numerais até dez (inclusive) ficam por extenso (um, dois, até dez). A partir daí, ficam arábicos (11, 12 etc.). Mas, em quadros e tabelas e quando seguidos de medida ou idade, ficam em arábico e não por extenso (5 anos, 5 m, 9 cm).
  16. Junto ao artigo, a autora deverá enviar uma foto.
  17. A revista FirMinas, de periodicidade semestral, recebe colaborações em fluxo contínuo através do endereço eletrônico revistafirminas@gmail.com

Sobre as Editoras:

  • Fernanda Miranda é doutora em Letras, professora e pesquisadora de literatura. Dedicou-se à obra de Carolina Maria de Jesus no mestrado e desenvolveu em sua tese de doutorado um estudo pioneiro sobre o corpus de romances de autoras negras brasileiras (Letras/USP). Publicou Carolina Maria de Jesus, literatura e cidade em dissenso e Silêncios prEscritos, estudo de romances de autoras negras brasileiras (Malê, 2019).

 

  • Luciana Diogo  é socióloga e pesquisadora. Doutoranda em Literatura Brasileira (FFLCH /USP), fez Bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais (FFLCH/USP) e defendeu seu mestrado em Estudos Brasileiros (IEB/USP) sobre a obra de Maria Firmina dos Reis com a dissertação – Da sujeição à subjetivação: a literatura como espaço de construção da subjetividade, os casos de Úrsula e A Escrava de Maria Firmina dos Reis. É idealizadora, editora e gestora de conteúdos do portal Memorial de Maria Firmina dos Reis.

 

  • Marília Correia  é  socióloga e fotógrafa. Bacharela em Ciências Sociais (UFPE); foi Editora Executiva da Revista do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e Assistente editorial dos Cadernos Brasileiros de Saúde Mental. 

Imagem de Capa da Postagem Carolina Itzá. Cinco minutos aguados:
Vitória e mangue mangue mangue… (2018)

4 comentários

  1. Boa tarde, tenho duvidas, explico! Em 2018 no segundo semestre da faculdade Fafica, Caruaru-Pe. Eu em conjunto com outra professor da casa, fizemos um evento, A literatura também tem pele preta, poema meu, que foi usado como titulo do vento, no qual agente trouxe a Maria Firmina e Carolina Maria de Jesus. Para dialogar acerca dessas duas autoras importante para literatura afro, trouxemos uma mestra e uma doutoranda. O vento foi sucesso, encheu o auditorio e foi bem falado por semanas, pois a faculdade tem curso de letras, mais o curso não tem nenhuma disciplina que trabalhei a literatura afro, ou seja, desrespeita a lei 10.639/03 ou a lei 10.645/08 que ampliar o ensino para a população Indígena, pois bem, com isso, quero saber vocês acerca o relato de experiencia com 4 autoras/o ?

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