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Foto (1901). Vapor “Carlos Coelho” navegando pelo rio Itapicuru. Fonte: Revista do Norte, via: Blog Iba Mendes: Fotos antigas de cidades do Maranhão.

ÁLBUM (diário/1853-1903)*

Esse foi o título que o diário de Maria Firmina dos Reis recebeu ao ser publicado em 1975, por Nascimento Morais Filho em Maria Firmina: fragmentos de uma vida; é composto por fragmentos esparsos que vão de 9 de janeiro de1853 a 1 de abril de 1903, redigidos, portanto, entre os 30 e 81 anos de idade de Firmina. Editado em trinta páginas, que exibem breves notícias e saltos de quatro anos ou mais, apresenta forma entrecortada, descontínua, mas não parece apresentar páginas perdidas, apenas com a ordem das páginas 159 e 165 trocadas, e uma entrada em 1910, que é visivelmente um erro de impressão. (LOBO, 1993; p.230).

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Óleo sobre tela (1863). Righini, Giuseppe Leone, 1820-1884. Panorama de São Luís do Maranhão Fonte: Brasiliana Iconográfica.

CANTOS À BEIRA MAR (poesia). São Luiz: Typografia do Paiz, 1871.

“Publicado originalmente em 1871, é dedicado à memória da mãe de Maria Firmina dos Reis e conta com cinquenta e seis poesias. […] O mar e a praia são presenças marcantes […] esta última transformada em lugar de beleza, meditação ou melancolia, como pode ser verificado nos poemas ‘Uma Tarde no Cumã’, ‘Nas Praias do Cumã’ (p. 127). ‘Cismar’ (p. 118), ‘Itaculumim’ (p. 119), ‘Meditação’ (p. 125), ‘Melancolia’ (p. 61).

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GUPEVA – Romance Brasiliense*

Publicado originalmente em versão incompleta, no periódico semanal O Jardim das Maranhenses, entre outubro de 1861 e janeiro de 1862, em São Luís, esse conto/novela trata da história do índio Gupeva e sua filha, Épica.

A ação acontece na Bahia, mas discute desencontros, incesto e miscigenação entre franceses e Indígenas. Na trama, Épica se apaixona por Gastão, um marinheiro francês de origem nobre; assim como teria acontecido a sua mãe no passado, que viajou para a França, apaixonou-se e engravidou de um conde francês, que a abandonou quando soube que ela esperava uma criança. De volta ao Brasil, casou-se com Gupeva, mas morreu ao dar à luz a uma filha.  Gupeva decide cuidar da menina após a morte da esposa, colocando nela o mesmo nome da mãe.

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(Ilustração) Úrsula - Maria Firmina - Fonte: O Feminino e o Sagrado - Heroínas do Brasil

ÚRSULA — Romance Original Brasileiro ― Por uma Maranhense — San’Luis — Na Typographla do Progresso, 49 — 1859*

Pronto já em 1857, começa a ser vendido somente em agosto de 1860, embora estampe o ano de 1859 na folha de rosto. Assinado apenas com a indicaçãoUma Maranhense”, trata do triângulo amoroso formado pela jovem Úrsula, seu amado Tancredo e por seu tio, o Comendador Fernando P., um senhor cruel que se impõe entre eles pela força e violência.  

No entanto, este é apenas o plano principal das ações, porque em Úrsula, temos uma narrativa sobre o amor trágico entre uma mulher branca e um homem branco, entremeada pelos dramas das escravas e escravos, e atravessada pelas questões da opressão das mulheres pelos homens.

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